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| Dep. Arolde de Oliveira |
A resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que
obriga aos cartórios de todo o Brasil a realizarem o registro de casamento
entre pessoas do mesmo sexo pode ser derrubada através de um projeto de Decreto
Legislativo (PDC) de autoria do deputado federal Arolde de Oliveira (PSD-RJ).
O parlamentar evangélico apresentou o projeto em 2013,
logo após o CNJ divulgar sua resolução. À época, muitos líderes evangélicos
criticaram a postura adotada pelo ministro Joaquim Barbosa, presidente do
Supremo Tribunal Federal (STF) e também presidente do CNJ.
A principal crítica à questão era que o CNJ não é uma
instituição do estado, e sim uma entidade que congrega os juízes, e que
portanto, não tinha poder para definir questões que envolvam a legislação.
Agora, o projeto de Oliveira está aguardando relatório da
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será votado antes de ser
encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados. O texto já foi apreciado pela
Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), antes do recesso parlamentar,
quando o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) ainda comandava os trâmites da
comissão.
Caso seja aprovado, o projeto suspenderá a obrigação
imposta pelo CNJ aos cartórios. O deputado federal Pastor Eurico (PSB-PE),
relator do projeto na CDHM, argumenta que a norma atual “extrapola as
competências do CNJ, em suas atribuições de órgão regulador administrativo do
Judiciário”.
Segundo Arolde de Oliveira, a preocupação principal é que
se abram precedentes perigosos no que se refere ao Poder Judiciário: “A
resolução, como um mero ato administrativo de conduta dos agentes públicos,
atinge a esfera legiferante e abre um precedente temerário, porque os legítimos
representantes do povo têm reduzida sua atuação por conta de um órgão
administrativo e auxiliar do Poder Judiciário”, argumentou, em entrevista à
Agência Câmara.

Muito bom
ResponderExcluirO que diz a Palavra é o que importa...
ResponderExcluirGênesis 1:27...